20
August
2010
Postado por: julianaxavier | Categoria: Google | Tag(s): android, Google Docs, Twitter, Writely | 0
Como já citamos, cerca de doze serviços Web do google ainda estão sem a versão móvel para telefones inteligentes. Em resposta, o gerente de produtos do Google alega que desenvolver websites para dispositivos móveis é “sempre um desafio, dado os navegadores”.
Diante tais deficiências, a justificativa veio via twitter, intermediada entre o jornalista do L.A.Times, Mark Milian e Ronald Ho, que, de acordo com o próprio perfil do Google, é o gerente de produtos da companhia na cidade de Mountain View (California). Ronald procurou o jornalista no microblog para defender as falhas dos seus produtos.
O jornal inglês The Times notou que a versão móvel do Google Docs só possibilita a visualização, e não a edição. Pelo Twitter, o especialista se defendeu: “estamos sempre tentando melhorar essa experiência”.
Embora Ho esteja certo ao dizer que o trabalho em um navegador móvel é dobrado se comparado ao desktop, Sam Schillace, diretor de engenharia do Google e criador do software que hoje é conhecido como Docs, já contornou problemas maiores - “Nós já trabalhamos em ambientes muito mais restritos que os navegadores de hoje”. Há menos de um ano atrás, em entrevista ao The Times, Schillace ainda disse que “o navegador é a etapa final mais ‘selvagem’. Você pode colocar o seu software em qualquer telefone inteligente”.
Para justificar essa facilidade, basta observarmos a oferta abundante de dispositivos móveis, incluindo às que utilizam o sistema operacional Android (do próprio Google), que apresentam pelo menos um processador de 1GB e metade desse valor de memória de acesso, ou seja, se não já alcançaram, estão quase a par dos computadores que temos em casa, isso ainda quando Schillace começou a trabalhar na Writely, a antecessora do Docs.
Aliás, para Schollace, contrariando o gerente de produtos da mesma empresa, o desenvolvimento de navegadores para telefones inteligentes é relativamente insignificante (extraído da mesma entrevista no The Times): “O hardware é bastante lento, com potência fraca e a capacidade da banda larga é limitada”, e, pra completar, “a plataforma móvel é parecida com um quiosque na Índia”, ou seja, para o diretor, os esforços para melhorar a performance dos dispositivos móveis é (quase) um desperdício.
Fonte: Los Angeles Times







